{"id":2832,"date":"2017-11-10T16:56:29","date_gmt":"2017-11-10T16:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/terrapereira.com.br\/?p=2832"},"modified":"2024-12-25T15:01:38","modified_gmt":"2024-12-25T15:01:38","slug":"dica-do-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/dica-do-especialista\/","title":{"rendered":"DICA DO ESPECIALISTA"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Verifica\u00e7\u00e3o de intervalos de refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Sem d\u00favida, um dos elementos mais importantes das an\u00e1lises laboratoriais \u00e9 o intervalo de refer\u00eancia, formado pelos valores que auxiliam os m\u00e9dicos na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados. Contudo, em geral, os laborat\u00f3rios brasileiros t\u00eam se limitado a utilizar intervalos informados pelos fabricantes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">As vers\u00f5es anteriores na Norma PALC j\u00e1 faziam men\u00e7\u00e3o \u00e0 necessidade de estabelecimento de intervalos de refer\u00eancia para os m\u00e9todos pr\u00f3prios, ou in house. A Norma 2016, em uma harmoniza\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o mais atual da Norma ISO 15.189, requisita a verifica\u00e7\u00e3o dos intervalos de refer\u00eancia informados pelo fabricante quanto \u00e0 sua adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o atendida. Caso isto n\u00e3o se verifique, e o laborat\u00f3rio julgue necess\u00e1rio alterar os intervalos definidos pelo fabricante, esta modifica\u00e7\u00e3o deve ser informa da aos usu\u00e1rios do servi\u00e7o laboratorial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Norma PALC Vers\u00e3o 2016 \u2013 Item 9.8<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Requisito<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O laborat\u00f3rio deve verificar se os intervalos de refer\u00eancia informados pelo fabricante s\u00e3o adequados para a popula\u00e7\u00e3o atendida. Caso sejam determinados novos valores referenciais, esta modifica\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser informada aos usu\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O laborat\u00f3rio deve avaliar os intervalos de refer\u00eancia e os valores de decis\u00e3o cl\u00ednica sempre que modificar um procedimento anal\u00edtico ou pr\u00e9-anal\u00edtico.\u00a0 Manter registro destas atividades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Evid\u00eancia objetiva<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Verificar os registros dos estudos dos intervalos referenciais informados\u00a0 pelos fabricantes, frente \u00e0\u00a0 popula\u00e7\u00e3o atendida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Se os intervalos de refer\u00eancia n\u00e3o forem adequados, verificar,\u00a0 por exemplo, CLSI \u2013 Defining, Establishing, and Verifying Reference intervals in the Clinical Laboratory; Approved Guideline\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Verificar laudos com informa\u00e7\u00f5es das modifica\u00e7\u00f5es introduzidas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo a ISO 15.189, uma das refer\u00eancias da Norma PALC 2016, as fontes dos intervalos de refer\u00eancia Biol\u00f3gicos ou dos Limites de Decis\u00e3o M\u00e9dica devem ser documentadas e incluir as refer\u00eancias das informa\u00e7\u00f5es\u00a0 usadas para defini\u00e7\u00e3o dos intervalos, os processos estat\u00edsticos eventualmente usados, os estudos da literatura considerados e o pessoal respons\u00e1vel pela defini\u00e7\u00e3o dos intervalos. Quando poss\u00edvel e relevante, clientes dos servi\u00e7os do laborat\u00f3rio e que possuam a expertise necess\u00e1ria podem ser consultados para o estabelecimento dos intervalos de refer\u00eancia. Da mesma forma, podem ser levados em considera\u00e7\u00e3o intervalos e limites de decis\u00e3o m\u00e9dica adotados por outros laborat\u00f3rios. Ainda segundo a ISO 15.189, os intervalos de refer\u00eancia devem ser revisados periodicamente e sempre que se suspeitar que estejam inadequados, ou quando houver altera\u00e7\u00f5es significativas dos procedimentos anal\u00edticos ou pr\u00e9-anal\u00edticos. \u00c9 essencial a documenta\u00e7\u00e3o completa dos dados experimentais e estat\u00edsticos usados, incluindo a rastreabilidade do sistema anal\u00edtico e as responsabilidades pela defini\u00e7\u00e3o dos intervalos e limites.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Intervalo de refer\u00eancia biol\u00f3gico ou fisiol\u00f3gico<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Intervalos de refer\u00eancia est\u00e3o compreendidos entre, inclusive, dois limites de refer\u00eancia, ou seja, dois valores derivados da distribui\u00e7\u00e3o dos resultados de medi\u00e7\u00e3o em uma popula\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia. A popula\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia \u00e9 hipot\u00e9tica, mas \u201cindiv\u00edduos de refer\u00eancia\u201d s\u00e3o selecionados para representarem a popula\u00e7\u00e3o. A sele\u00e7\u00e3o destes indiv\u00edduos deve ser baseada em crit\u00e9rios estritos, de forma a excluir as principais patologias, que afetam o analito em quest\u00e3o. Os resultados deste grupo devem, ser tratados estatisticamente, usualmente tra\u00e7ando os limites ao redor dos valores\u00a0 95% centrais \u2013 implicitamente, podemos ter, ent\u00e3o, 2,5% de popula\u00e7\u00e3o \u201cnormal\u201d com valores abaixo ou acima dos limites estabelecidos. Ao selecionarmos outro grupo de indiv\u00edduos para estudos, \u00e9 esperada\u00a0 uma varia\u00e7\u00e3o dos limites obtidos. Sabe-se que, quanto maior for a amostra populacional estudada, menor a chance de varia\u00e7\u00e3o significativa. Ao redor dos valores lim\u00edtrofes tende a haver uma \u201c\u00e1rea cinzenta\u201d, de interpreta\u00e7\u00e3o mais delicada, vari\u00e1vel de acordo com a consist\u00eancia do estudo realizado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O protocolo CLSI (Clinical &amp; Laboratory Standards Institute) recomendado para o estabelecimento de intervalos de refer\u00eancia\u00a0 envolve a realiza\u00e7\u00e3o de estudos de acordo com padr\u00f5es rigorosos. Na pr\u00e1tica, contudo, verificamos ser impratic\u00e1vel que um laborat\u00f3rio cl\u00ednico realize esses estudos pata todas as suas an\u00e1lises, com a profundidade e a abrang\u00eancia recomendadas. Desta forma, torna-se necess\u00e1rio considerar alternativas vi\u00e1veis para a defini\u00e7\u00e3o de intervalos de refer\u00eancia. Os dados poderiam\u00a0 ser obtidos, ent\u00e3o, de v\u00e1rias fontes externas ao laborat\u00f3rio: literatura, fabricantes, outros laborat\u00f3rios , por exemplo. \u00c9 preciso, contudo, que o laborat\u00f3rio leve em considera\u00e7\u00e3o os fatores anal\u00edticos e pr\u00e9-anal\u00edticos aplic\u00e1veis, bem como a parti\u00e7\u00e3o dos intervalos com base em idade e sexo. \u00c9 tamb\u00e9m recomend\u00e1vel avaliar a signific\u00e2ncia dos numerais, a possibilidade de harmoniza\u00e7\u00e3o com outros servi\u00e7os\u00a0 e a conveni\u00eancia de consultar especialistas cl\u00ednicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Os intervalos\u00a0 de refer\u00eancia s\u00e3o caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas de uma popula\u00e7\u00e3o. Uma vez definidos com crit\u00e9rios rigorosos, levando em conta a escolha dos indiv\u00edduos, a parti\u00e7\u00e3o por idade, sexo etc e com o uso de sistemas anal\u00edticos acurados, padronizados e rastre\u00e1veis, eles podem \u2013 e \u2013 devem \u2013 permanecer est\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Elementos recomend\u00e1veis para um processo para o estabelecimento de intervalos de refer\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do analito (mensurando) para o qual o intervalo de refer\u00eancia ser\u00e1 estabelecido (Sua utilidade clinica, variabilidade biol\u00f3gica, variantes moleculares etc).<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir o m\u00e9todo usado, sua base de acur\u00e1cia e rastreabilidade metrol\u00f3gica, sua especificidade anal\u00edtica.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir os aspectos relevantes da fase pr\u00e9-anal\u00edtica e a\u00e7\u00f5es em resposta a poss\u00edveis interfer\u00eancias.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir os princ\u00edpios e crit\u00e9rios estat\u00edsticos para o estabelecimento dos intervalos de refer\u00eancia (por exemplo, 95% centrais etc)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Descrever os dados brutos: n\u00famero de indiv\u00edduos, natureza dos indiv\u00edduos, exclus\u00f5es, fatores pr\u00e9-anal\u00edticos, c\u00e1lculos estat\u00edsticos, outliers exclu\u00eddos e documenta\u00e7\u00e3o completa e rastre\u00e1vel do sistema anal\u00edtico.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir as considera\u00e7\u00f5es para parti\u00e7\u00e3o (idade, sexo etc)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir o n\u00famero de algarismos significativos (ou seja, o arredondamento)<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Definir a relev\u00e2ncia cl\u00ednica dos limites de refer\u00eancia.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">Considerar a possibilidade de adotar valores de refer\u00eancia harmonizados com outros laborat\u00f3rios.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">An\u00e1lise cr\u00edtica e implementa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Garantia de acur\u00e1cia de analitos dotados de limites de decis\u00e3o <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Os Limites de Decis\u00e3o M\u00e9dica s\u00e3o usados pelos m\u00e9dicos como limiares acima ou abaixo dos quais uma a\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 necess\u00e1ria. Eles podem ser definidos de v\u00e1rias formas: abordagem Bayesiana, estudos epidemiol\u00f3gicos, experi\u00eancia cl\u00ednica, por exemplo. Os limites de decis\u00e3o s\u00e3o relacionados a uma doen\u00e7a espec\u00edfica ou ao risco de desenvolv\u00ea-la. Quando houver limites de decis\u00e3o definidos nacional ou internacionalmente, devem ser usados de prefer\u00eancia aos valores de refer\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Quando um determinado analito tiver sua interpreta\u00e7\u00e3o preferencial vinculada a um limite de decis\u00e3o m\u00e9dica, a necessidade de verifica\u00e7\u00e3o do intervalo de refer\u00eancia se torna dispens\u00e1vel. Contudo, a necessidade de controlar rigorosamente a acur\u00e1cia do sistema anal\u00edtico \u00e9 mais imperiosa. Ou seja, os procedimentos de controle interno da qualidade, os ensaios de profici\u00eancia e a harmoniza\u00e7\u00e3o de resultados entre diferentes plataformas do mesmo laborat\u00f3rio devem receber toda a aten\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Os limites de decis\u00e3o dependem da decis\u00e3o a ser tomada, e podem sofrer modifica\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, \u00e0 medida que mais evid\u00eancias cient\u00edficas s\u00e3o disponibilizadas. Os limites de decis\u00e3o seriam a melhor linha de divis\u00e3o entre os \u201cnormais\u201d e os \u201cdoentes\u201d ou entre os que necessitam de mais investiga\u00e7\u00e3o e os que n\u00e3o necessitam. Ou seja, os limites de decis\u00e3o criam dois subgrupos na popula\u00e7\u00e3o testada, mas nesta subdivis\u00e3o est\u00e1 impl\u00edcito algum grau de classifica\u00e7\u00e3o inacurada, em ambos os subgrupos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Exemplos de analitos para os quais h\u00e1 limites de decis\u00e3o: Glicemia e Hemoglobina Glicada, Bilirrubina Neonatal, Troponina, ALT,BNP e Pr\u00f3-BNP, Creatinina + Estimativa da Filtra\u00e7\u00e3o Glomerular, TSH, PSA, Hemoglobina, C\u00e1lcio e Pot\u00e1ssio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">A verifica\u00e7\u00e3o dos intervalos de refer\u00eancia\u00a0 informados pelo fabricante representa um grande desafio para os laborat\u00f3rios cl\u00ednicos de rotina, os quais podem n\u00e3o dispor no momento de pessoal com a expertise e com as ferramentas estat\u00edsticas indicadas. Uma barreira adicional \u00e9 a capacidade de construir grupos de popula\u00e7\u00e3o normal para realizar as medi\u00e7\u00f5es nas parti\u00e7\u00f5es indicadas (por sexo, por idade, por estado cl\u00ednico etc). Considero muito importante que os fabricantes e seus usu\u00e1rios se unam para o equacionamento deste requisito. Isto j\u00e1 foi feito com sucesso no passado (caso da verifica\u00e7\u00e3o e da valida\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos, por exemplo).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Outra colabora\u00e7\u00e3o importante seria a dos fornecedores de sistemas de informa\u00e7\u00e3o laboratorial, uma vez que a estratifica\u00e7\u00e3o de dados provenientes de uma ampla base pode\u00a0 eventualmente corroborar intervalos de refer\u00eancia em uso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Quando n\u00e3o houver diferen\u00e7as significativas de acur\u00e1cia do m\u00e9todo ou da popula\u00e7\u00e3o atendida, \u00e9 prefer\u00edvel o uso dos mesmos intervalos de refer\u00eancia entre laborat\u00f3rios do mesmo pa\u00eds (idealmente). Para o alcance deste objetivo, contudo, muita colabora\u00e7\u00e3o entre os laborat\u00f3rios e os fabricantes \u00e9 necess\u00e1ria. O uso de intervalos de refer\u00eancia em comum \u2013 \u201charmonizados\u201d \u2013 \u00e9 recomendado e prefer\u00edvel, desde que obedecidos crit\u00e9rios para este compartilhamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">A comunidade dos laborat\u00f3rios acreditados PALC e seus respectivos fornecedores precisam iniciar imediatamente as discuss\u00f5es referentes \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de intervalos de refer\u00eancia e de limites de decis\u00e3o m\u00e9dica v\u00e1lidos e harmonizados, para o bem de todos e, especialmente, para o bem dos usu\u00e1rios dos nossos servi\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Refer\u00eancia <\/strong><\/span><\/p>\n<ol>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">SBPC \/ ML. Norma PALC 2016<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">CLSI \u2013 Defining, Establishing, and Verifyinng Reference Intervals in the Clinical Laboratory; Approved Guideline.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">A evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica provoca constantes altera\u00e7\u00f5es de par\u00e2metros e m\u00e9todos diagn\u00f3sticos. Quando um teste \u00e9 considerado absoleto, os especialistas deveriam tomar conhecimento e passar a indicar aquele que o substituiu. No entanto, fatores como custo alto, desconhecimento t\u00e9cnico, falta de informa\u00e7\u00e3o sobre o novo exame, indisponibilidade da tecnologia, resist\u00eancia a mudan\u00e7as e dificuldades de interpreta\u00e7\u00e3o criam barreiras para ado\u00e7\u00e3o de novos testes. O presidente Regional da SBPC\/ML no Esp\u00edrito Santo,Thales Limeira, ressalta a import\u00e2ncia de aten\u00e7\u00e3o para \u201co surgimento de testes mais sens\u00edveis, mais espec\u00edficos, mais pr\u00e1ticos e mais \u00fateis para avalia\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos testados, sejam estes pacientes, trabalhadores ou pertencentes a outras categorias que formam a clientela dos laborat\u00f3rios cl\u00ednicos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Na edi\u00e7\u00e3o de agosto de 2009, Not\u00edcias-Medicina laboratorial publicou a reportagem \u201cExames: quando chega a hora de mudar\u201d, em que m\u00e9dicos patologistas cl\u00ednicos apontam testes que, naquela \u00e9poca, j\u00e1 eram considerados obsoletos e indicam seus substitutos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Nesta edi\u00e7\u00e3o, a reportagem da revista volta a perguntar \u00e0 maioria dos mesmos especialistas para saber como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O diretor de Ensino da SBPC\/ML, Carlos Eduardo Ferreira, considera que um exame \u00e9 ultrapassado quando outro teste apresenta desempenho diagn\u00f3stico superior. \u201cDesempenho, leia-se, sensibilidade e especificidade diagn\u00f3stica\u201d, explica.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O teste de gera\u00e7\u00e3o da tromboplastina \u00e9 um exemplo disso. Foi superado pela medida da atividade de fatores da coagula\u00e7\u00e3o do sangue. Outro em situa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e9 o teste de afoi\u00e7amento (falciza\u00e7\u00e3o), originalmente desenvolvido para a pesquisa da anemia falciforme, mas foi suplantado pela eletroforese da hemoglobina, menos sujeita a interfer\u00eancias t\u00e9cnicas e capaz de apontar as principais variantes dos dist\u00farbios falciformes e outras hemoglobinopatias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O exame CK-MB atividade de classe III \u2013 que ainda \u00e9 realidade no pa\u00eds para diagn\u00f3stico do infarto \u2013 \u00e9 outro que atualmente gera mais d\u00favida do que agrega valor, na opini\u00e3o de Ferreira. Ele explica que o grande problema nesse teste \u00e9 a presen\u00e7a de macromol\u00e9culas como interferente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cEsse problema foi resolvido com a realiza\u00e7\u00e3o da CK-MB por quimioluminesc\u00eancia (Ag-AC), por\u00e9m com um custo elevado, comparado ao teste qu\u00edmico. Com a chegada das troponinas I e T de alta sensibilidade, a mol\u00e9cula da CK-MB se tornou obsoleta para o diagn\u00f3stico do infarto do mioc\u00e1rdio pela sua alta especificidade pelo cardiomi\u00f3cito e pela alta sensibilidade diagn\u00f3stica comparada aos testes anteriores, incluindo tamb\u00e9m como obsoleto a Mioglobina\u00a0 &#8211; este com baixa especificidade pelo m\u00fasculo card\u00edaco e melhor sensibilidade que a CK-MB,por\u00e9m inferior \u00e0s troponinas. Hoje, as troponinas de alta sensibilidade dispensam a utiliza\u00e7\u00e3o dos outros testes\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O diretor Cient\u00edfico da SBPC\/ML, Nairo Sumita, cita que a f\u00f3rmula de Friedewald para a determina\u00e7\u00e3o do LDL-colesterol, embora ainda v\u00e1lida para esse c\u00e1lculo tende a ser gradativamente substitu\u00edda no Brasil pela f\u00f3rmula de Marlin e colaboradores, decorrente da publica\u00e7\u00e3o do Consenso Brasileiro para a Normatiza\u00e7\u00e3o da Determina\u00e7\u00e3o Laboratorial do Perfil Lip\u00eddico- o documento est\u00e1 em \u201cpdf \u201c na Biblioteca Digital SBPC\/ML (bibliotecasbpc.org.br).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Transi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O ex-presidente da SBPC\/ML, Adagmar Andriolo, destaca outro ponto importante: a situa\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, em que n\u00e3o h\u00e1 obsolesc\u00eancia da dosagem de um exame, mas ela deixa de ser \u00fanica op\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">\u2018\u2019\u00c9 o caso da dosagem de glicose para o diagn\u00f3stico de diabetes. Mas \u00e9 importante lembrar que ela n\u00e3o deve ser considerada obsoleta para essa finalidade por raz\u00f5es de custo, rapidez e cultura. No entanto, a dosagem da hemoglobina glicada para diagn\u00f3stico de diabetes oferece vantagens. A tend\u00eancia \u00e9 substituir. H\u00e1 condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas em que um ou outro exame deve ser preferido\u201d, detalha. Ele explica, ainda, que o mesmo se pode dizer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 creatinina e \u00e0 cistatina C ou \u00e0 creatinina e \u00e0 Lipocalina Associada com Gelatinase de Neutr\u00f3filos Humanos (NGAL).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Nairo Sumita ressalta que, em aluguns casos, exames considerados obsoletos na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e laboratorial de uma doen\u00e7a espec\u00edfica podem ser utilizados com sucesso na abordagem de outras condi\u00e7\u00f5es. Isso acontece com os exames de CK total, mioglobina, AST e desidrogenase l\u00e1ctica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Eles foram substitu\u00eddos pela determina\u00e7\u00e3o das troponinas card\u00edacas no diagn\u00f3stico e acompanhamento do infarto agudo do mioc\u00e1rdio (IAM). No entanto, podem ser aplicados no diagn\u00f3stico e acompanhamento de doen\u00e7as como as que acometem o m\u00fasculo esquel\u00e9tico e na distrofia muscular de Duchenne\u00a0 (CK total); rabdomi\u00f3lise (mioglobina); hepatopatias (AST); doen\u00e7as pulmonares (desidrogenase l\u00e1ctica), entre outros.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Direcionamento<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Conforme observa Thales Limeira, a lista de testes obsoletos nunca ser\u00e1 totalmente esvaziada, uma vez que a obsolesc\u00eancia faz parte de um processo de evolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u201c Her\u00e1clito de \u00c9feso (535 a 475 a.C.) ensinava : tudo muda, nada \u00e9 est\u00e1vel\u201d, recorda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">A recomenda\u00e7\u00e3o da SBPC\/ML para equalizar a quest\u00e3o \u00e9 que os respons\u00e1veis pelos laborat\u00f3rios cl\u00ednicos revisem periodicamente o menu de exames, em consenso com os m\u00e9dicos ou corpo cl\u00ednico da institui\u00e7\u00e3o. Em seguida, devem descontinuar os que n\u00e3o mais apresentam valor cl\u00ednico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Nairo Sumita enfatiza tamb\u00e9m a import\u00e2ncia de investir em atualiza\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas. \u201cMudan\u00e7as s\u00e3o sempre dif\u00edceis e dolorosas. Assim, os programas de educa\u00e7\u00e3o continuada constituem-se em ferramentas fundamentais para alterar paradigmas\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Outro fator imperativo para a prescri\u00e7\u00e3o de exames atualizados passa pela percep\u00e7\u00e3o, por parte do m\u00e9dico, de que o novo teste de fato agrega valor diagn\u00f3stico e capacidade discriminat\u00f3ria superior ao obsoleto. Como exemplo, Sumita cita a substitui\u00e7\u00e3o da medida da atividade da fosfatase \u00e1cida prost\u00e1tica pelo PSA (Ant\u00edgeno Prost\u00e1tico, na sigla em ingl\u00eas), para a triagem de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Novas abordagens<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>CK total e mioglobina<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Testes substitu\u00eddos pelas troponinas card\u00edacas no diagn\u00f3stico e acompanhamento do infarto agudo do mioc\u00e1rdio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Velocidade de hemossedimenta\u00e7\u00e3o (VHS)<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Embora ainda tenha algum valor cl\u00ednico para avalia\u00e7\u00e3o de processos inflamat\u00f3rios, os marcadores de fase agudo (como alfa-1 antitripsina e a prote\u00edna-C reativa) se mostram superiores \u00e0 determina\u00e7\u00e3o do VHS.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Dosagem da glicose de jejum para monitoriza\u00e7\u00e3o do diabetes<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Gradativamente substitu\u00edda ou complementada pela medida da hemoglobina glicada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Vers\u00e1teis<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Alguns exames laboratoriais s\u00e3o capazes de fornecer m\u00faltiplas informa\u00e7\u00f5es a partir de um \u00fanico resultado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Hemoglobina<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">O resultado da hemoglobina glicada pode ser utilizado para diagn\u00f3stico do diabetes, avaliar o grau de controle dos n\u00edveis glic\u00eamicos no processo de acompanhamento cl\u00ednico e para estabelecer n\u00edvel de risco no desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas do diabetes.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>BNP e proBNP<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">S\u00e3o considerados marcadores bioqu\u00edmicos para a triagem diagn\u00f3stica, avalia\u00e7\u00e3o do tratamento progn\u00f3stico de pacientes com insufici\u00eancia card\u00edaca congestiva. Os n\u00edveis de BNP e proBNP permitem objetivar par\u00e2metros cl\u00ednicos, como a classifica\u00e7\u00e3o funcional da NYHA. Al\u00e9m disso, em conjunto com informa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, auxiliam no diagn\u00f3stico diferencial de pacientes com dispneia de origem card\u00edaca daqueles de origem pulmonar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Requisitos dos m\u00e9todos laboratoriais e tempo de execu\u00e7\u00e3o de exame<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Para avaliar a utilidade cl\u00ednica de um exame, os especialistas indicam a observ\u00e2ncia de algumas caracter\u00edsticas essenciais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Exatid\u00e3o \u2013 Capacidade de apresentar resultados pr\u00f3ximos do valor verdadeiro. Pode ser avaliada em ensaio de compara\u00e7\u00e3o interlaboratorial (a mesma amostra biol\u00f3gica \u00e9 analisada simultaneamente por v\u00e1rios laborat\u00f3rios). A avalia\u00e7\u00e3o baseia-se no valor m\u00e9dio de consenso dos participantes que usam o mesmo m\u00e9todo. Os laborat\u00f3rios que atingem um resultado igual ou muito pr\u00f3ximo ao obtido pela maioria t\u00eam um sistema anal\u00edtico com n\u00edvel de exatid\u00e3o adequado e compar\u00e1vel aos demais laborat\u00f3rios. A maioria dos laborat\u00f3rios no Brasil participa de, pelo menos, um programa nacional ou internacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Precis\u00e3o \u2013 Capacidade de fornecer resultado pr\u00f3ximos entre si em determina\u00e7\u00f5es repetidas em uma mesma amostra. O grau de reprodutibilidade de um m\u00e9todo \u00e9 avaliado pelo controle interno da qualidade. Diariamente, o laborat\u00f3rio analisa as amostras-controle de valores conhecidos dosados, simultaneamente \u00e0s amostras dos pacientes. Os valores num\u00e9ricos n\u00e3o precisam ser os mesmos ao longo dos dias, mas deve, apresentar resultados muito pr\u00f3ximos entre si. Isso garante que o sistema anal\u00edtico mantenha um bom n\u00edvel de reprodutibilidade dia ap\u00f3s dia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Sensibilidade diagn\u00f3stica \u2013 Refere-se \u00e0 probabilidade de que um resultado seja positivo na presen\u00e7a da patologia \u2013 porcentagem de resultados obtidos com a realiza\u00e7\u00e3o da prova em uma popula\u00e7\u00e3o formada somente por indiv\u00edduos afetados pela doen\u00e7a para a qual o teste deve ser aplicado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Especificidade diagn\u00f3stica \u2013 Refere-se \u00e0 probabilidade de que um resultado seja negativo na aus\u00eancia da doen\u00e7a \u2013 porcentagem de resultados negativos obtidos com a realiza\u00e7\u00e3o\u00a0 da prova em uma popula\u00e7\u00e3o somente com indiv\u00edduos que n\u00e3o t\u00eam a doen\u00e7a para a qual o teste deve ser aplicado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12pt;\">Valores preditivos positivo ou negativo \u2013 O primeiro \u00e9 definido como a probabilidade de que um resultado positivo seja verdadeiro \u2013 representa a presen\u00e7a da patologia. O valor preditivo negativo refere-se \u00e0 probabilidade de que um resultado negativo seja verdadeiro. O valor preditivo de uma determinada doen\u00e7a \u00e9 determinado pelo teorema de bayes. No c\u00e1lculo, considera-se a sensibilidade e a especificidade dos testes com a preval\u00eancia da doen\u00e7a no grupo examinado.<\/span><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 12pt;\">TAT \u2013 O tempo de realiza\u00e7\u00e3o do exame, conhecido como Turn Around Time (TAT), \u00e9 uma caracter\u00edsticas importante para um teste laboratorial. Quanto mais r\u00e1pido \u00e9 o processo, mais eficiente se torna o diagn\u00f3stico e a tomada de decis\u00e3o m\u00e9dica, elevando a seguran\u00e7a do paciente.<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Material da SBPC\/ML<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Verifica\u00e7\u00e3o de intervalos de refer\u00eancia Sem d\u00favida, um dos elementos mais importantes das an\u00e1lises laboratoriais \u00e9 o intervalo de refer\u00eancia, formado pelos valores que auxiliam os m\u00e9dicos na interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados. Contudo, em geral, os laborat\u00f3rios brasileiros t\u00eam se limitado a utilizar intervalos informados pelos fabricantes. As vers\u00f5es anteriores na Norma PALC j\u00e1 faziam men\u00e7\u00e3o &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/dica-do-especialista\/\"> <span class=\"screen-reader-text\">DICA DO ESPECIALISTA<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2832","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-institucional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2832","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2832"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2832\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3165,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2832\/revisions\/3165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2832"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2832"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/terrapereira.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2832"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}